Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/20.500.11960/4775
Title: Idadismo e qualidade de vida: um estudo com adultos
Authors: Gonçalves, Raquel Sofia Arieira
Sá, Mafalda da Costa Gonçalves de
Keywords: Envelhecimento
Gerontologia Social
Idadismo
Qualidade de vida
Aging
Social Gerontology
Ageism
Quality of life
Issue Date: 18-Dec-2025
Abstract: Contexto e objetivo. O envelhecimento é um processo natural, contínuo e universal, marcado por alterações físicas, sociais, emocionais, entre outras (Rosa, 2020). Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo (Pordata, 2023), mas o estigma em relação às pessoas mais velhas persiste. O idadismo, entendido como estereótipos, preconceitos e discriminação com base na idade (OMS, 2021), associa-se a piores indicadores de saúde, isolamento, solidão e menor qualidade de vida. Muitas destas perceções resultam do desconhecimento sobre o processo de envelhecimento, pelo que o presente estudo tem como objetivo identificar estereótipos associados à velhice e analisar a relação entre idadismo e qualidade de vida em diferentes grupos etários. Método. Trata-se de um estudo quantitativo, correlacional, com amostra de 159 participantes, organizados em três grupos etários: 53 jovens adultos (18-24 anos), 50 adultos (25-64 anos) e 56 adultos mais velhos (65+ anos), residentes na comunidade, na região norte de Portugal, e sem comprometimento cognitivo. O processo de amostragem foi não probabilístico por conveniência, sendo que os instrumentos utilizados incluíram um questionário sociodemográfico, o WHOQOL-Bref (Canavarro et al., 2010), um questionário específico sobre idadismo e a Escala de Imagens da Velhice (Sousa et al., 2002). O protocolo foi maioritariamente autoadministrado entre setembro de 2023 e junho de 2024 e os dados foram analisados com recurso ao IBM SPSS (versão 27). Resultados. Os participantes, com idades compreendidas entre 18 e 83 anos (M=44,49), maioritariamente mulheres (69,2%) e solteiros (51,6%), pontuaram mais alto no domínio das relações sociais da qualidade de vida (M=73,84) e mais baixo no domínio ambiente (M=75,00). Na Escala ImAges, destacou-se a maturidade, atividade e afetividade (M=21,29) e, em menor grau, a dependência física/emocional e antiquado (M=20,51). Diferenças significativas foram encontradas entre grupos etários, sendo que no fator dependência, tristeza e antiquado os jovens adultos apresentaram pontuações significativamente mais elevadas do que os adultos mais velhos e no fator incompetência relacional e cognitiva adultos mais velhos apresentaram pontuações significativamente mais elevadas do que jovens adultos e os adultos. Conclusão. O envelhecimento continua a ser marcado por estereótipos negativos que comprometem a qualidade de vida das pessoas à medida que envelhecem. É fundamental, por isso, investir em políticas públicas, campanhas de educação intergeracional e ações de sensibilização que contribuam para o combate ao idadismo e promovam uma visão mais positiva da velhice e do processo de envelhecimento.
Abstract Context and objective. Aging is a natural, continuous, and universal process marked by physical, social, emotional, and other changes (Rosa, 2020). Portugal is one of the oldest countries in the world (Pordata, 2023), but stigma against older people persists. Ageism, understood as stereotypes, prejudices, and discrimination based on age (WHO, 2021), is associated with poorer health indicators, isolation, loneliness, and lower quality of life. Many of these perceptions result from a lack of knowledge about the aging process, so this study aims to identify stereotypes associated with old age and analyze the relationship between ageism and quality of life in different age groups. Method. This is a quantitative, correlational study with a sample of 159 participants, organized into three age groups: 53 young adults (18-24 years), 50 adults (25-64 years), and 56 older adults (65+ years), residing in the community in northern Portugal and without cognitive impairment. The sampling process was non-probabilistic for convenience, and the instruments used included a sociodemographic questionnaire, the WHOQOL-Bref (Canavarro et al., 2010), a specific questionnaire on ageism, and the Old Age Image Scale (Sousa et al., 2002). The protocol was mostly self-administered between September 2023 and June 2024, and the data were analyzed using IBM SPSS (version 27). Results. Participants, aged between 18 and 83 (M=44.49), mostly women (69.2%) and single (51.6%), scored higher in the social relations domain of quality of life (M=73.84) and lower in the environment domain (M=75.00). On the ImAges Scale, relational and cognitive maturity stood out (M=21.29) and, to a lesser extent, physical/emotional dependence and old-fashionedness (M=20.51). Significant differences were found between age groups, with young adults scoring significantly higher than older adults on the factors of dependence, sadness, and old-fashionedness, and older adults scoring significantly higher than young adults and adults on the factors of relational and cognitive incompetence. Conclusion. Aging continues to be marked by negative stereotypes that compromise people's quality of life as they age. It is therefore essential to invest in public policies, intergenerational education campaigns, and awareness-raising actions that contribute to combating ageism and promote a more positive view of old age and the aging process.
Description: Dissertação de Mestrado em Gerontologia Social apresentada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
URI: http://hdl.handle.net/20.500.11960/4775
Appears in Collections:ESE - Dissertações de mestrado

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